Margem
Bem vindes à nossa REVISTA
Nossa missão é escutar e dar visibilidade a culturas não exploradas, destacando histórias e perspectivas de grupos alternativos ou à margem da sociedade.
Palavra da Editora
Por: Manu Lima
Uma revista que lançasse um olhar sobre o que é marginalizado pela sociedade. Que tirasse expressões culturais da margem e as colocasse no centro. Que contasse histórias que ficaram de lado, mostrando o que muitas vezes se quer esconder. A partir dessas ideias surgiu a Margem, a revista de oito estudantes do segundo ano de jornalismo da Unesp Bauru que, vindos de fora, quiseram lançar um novo olhar sobre a cultura e o entretenimento bauruenses e buscar entender o que fica nos limiares da “cidade sem limites”.
Para a nossa primeira edição procuramos trazer assuntos diversos que dialogassem com diferentes grupos que foram, desde sempre, marginalizados pela sociedade.
A fim de buscar também as nossas, começamos expondo as Raízes da cultura afro das tranças e, principalmente, do fazer ancestral das trançadeiras e trancistas em uma reportagem e em uma crônica.
A arte e expressão de rua é representada aqui quando ficamos Mano a Mano com o pixador e líder do coletivo Opostos. Nossa reportagem de capa coloca em Cena a contracultura hip hop e a sua manifestação nas batalhas de rima organizadas nas periferias de Bauru que, a pouco, foram abraçadas pelo Sesc.
Pensar o acolhimento de pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ em diversos espaços tem sido uma preocupação crescente e em Plural, pretendemos falar sobre as verdadeiras vivências dessas pessoas e da falta de ambientes que realmente acolham.
Ainda nesse caminho, seguimos por tentar entender o acesso ao entretenimento e a cultura em um Papo Reto sobre o assunto refletindo as limitações impostas por valores sociais ultrapassados que escolhem quem pode ou não pode e quais culturas e espaços deve-se consumir e frequentar.
Em uma Visão do passado de Bauru, mostramos ainda, a marginalização do corpo feminino por meio do trabalho sexual, mas também a história de empreendedorismo e influência daquela que foi a maior cafetina do Brasil. Um nome construído de dualidades que já esteve tão presente no centro dessa sociedade que é também tão contraditória, desde muito tempo.
Concluímos, sem perder de vista aquilo que nos moveu desde o primeiro momento: que a Margem seja um espaço de celebração das culturas que resistem e florescem apesar das adversidades, assim como de crítica ao apagamento dessas formas de expressão e de suas comunidades.
A cada página, procuramos revelar as histórias ocultas, os talentos ignorados e as lutas constantes daqueles que vivem à margem. Que essa edição possa colocar um holofote sobre essas manifestações e sobre os obstáculos que são responsáveis por deixá-las no escuro e, mais do que isso, que tenhamos feito esse movimento de colocar na capa, e por todo canto de todas as páginas, aquilo que é socialmente colocado à Margem.





